A barbaridade está para a morte como a morte está para o homem. 

Anis cruéis, visíveis no chão. Pintado de fresco.  Sem manchas que não as propositadamente, pela alma, lá colocadas. Anis cruéis.

Se soubessem o tempo que leva a medir um sonho. Não há tempo que chegue. Nunca se tem tempo. Ele está sempre a menos no processo do lado esquerdo.

Sei qual o processo e não quero esse processo sempre e sempre mais e nunca sempre mais. Lanicídios cruéis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amantes longos








A alavanca puxa o tronco caído,
verme latente a três dimensões,
que se dissemina pelos poros que assombram
beijos de cores disformes que se afastam.
Anjos supremos diletantes em esforço
anunciam a queda fusil de tempos novos
lestos alheios de antas vazias.
Nervocide beija o amante morto em furo.
O amante puxa a alavanca que se anuncia feroz
e permanece em força bruta entre os seus dedos de carmim.
O seu corpo beija Nervocide pela metafísica
e percorre os elos que faltam na obscuridade latente
entre olhos vazios furos de morte e espasmos senis.
As peles deixadas ao acaso sussurram perenes.
E a Bela deixa cair os braços pelos tendões.