A barbaridade está para a morte como a morte está para o homem. 

Anis cruéis, visíveis no chão. Pintado de fresco.  Sem manchas que não as propositadamente, pela alma, lá colocadas. Anis cruéis.

Se soubessem o tempo que leva a medir um sonho. Não há tempo que chegue. Nunca se tem tempo. Ele está sempre a menos no processo do lado esquerdo.

Sei qual o processo e não quero esse processo sempre e sempre mais e nunca sempre mais. Lanicídios cruéis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Tudo fechado. Num encanto atordoado pelo penhasco lento. Um imenso e cruél morticínio da alma. Da negra. Da que canta. Em sangue. Um morto a menos, isto é, a contar. Eu, o fúnebre alheado. Nunca assim tanto, a percorrer montanhas de sempre. Nunca a menos de nada. Sempre a mais. Um fenómeno de para-cirurgia abstracta. Inauguremos a época dos grandes horrores, ou daqueles que fazem falta. A vós. Inauguremos pela sabedoria da cobra. Começemos pela contagem das suas escamas. Atentemos à sua lonjura de visco. Ferroadas. Anunciemos-nos nas suas mandíbulas. Ah! Vamos-nos abocanhar!”

 

 

Low minor e tudo foi a fim.